Em 21 de janeiro de 2026, a Delegacia de Polícia Civil de Chapadão do Sul recebeu informações sobre uma remessa de medicamento, identificado como misoprostol, destinada ao município. A informação foi inicialmente passada por uma investigadora da Polícia Civil de Minas Gerais.
A troca de informações entre as instituições revelou os dados do remetente, um homem residente em Ananindeua, Pará, e da destinatária, uma mulher no bairro Esplanada, em Chapadão do Sul. Com a chegada prevista da encomenda, policiais do setor de investigações deslocaram-se ao local para acompanhar a entrega.
Logo após a entrega, agentes abordaram a destinatária fora de sua residência. Inicialmente, ela alegou desconhecer o conteúdo exato da encomenda, mas posteriormente confirmou ter comprado o medicamento via internet com o intuito de provocar aborto, devido a circunstâncias pessoais adversas, como desemprego e falta de apoio do pai da criança esperada.
De acordo com a testemunha, "não havia iniciado qualquer ato referente ao medicamento no momento da abordagem".
Apesar da confissão, a polícia constatou que a ação ainda estava em fase preparatória. A mulher foi levada à delegacia como testemunha para esclarecimentos. Não existiam elementos suficientes para que fosse autuada.
Um exame de corpo de delito foi realizado, confirmando a ausência de lesões. O Conselho Tutelar foi acionado para garantir a segurança das filhas menores da mulher, que ficaram sob sua responsabilidade enquanto a mãe estava na delegacia.
Conforme o boletim de ocorrência, as medidas adotadas pela polícia visaram à proteção das crianças e ao esclarecimento dos fatos.
O caso segue em investigação, e novas etapas processuais estão sendo definidas pela delegacia competente, incluindo a análise da procedência e circulação do medicamento.